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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

cidade sobre cidade


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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

falta de que?


nas ruas de lisboa
palavras instigam o pensamento e a observação Leia mais...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Gravuras Urbanas - Osasco






Bairro do Rochdale - Osasco, SP.






Praça Duque de Caixias - Osasco, SP.



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domingo, 10 de maio de 2009

O reflexo

Em geral, as cidades se parecem com as pessoas que nelas habitam, carentes de espaços recreativos, cheias demais de informação e fumaça.



Aquela tarde saí mais cedo do restaurante, sexta feira as 18 horas, pensei que o metrô estaria bem cheio, a chuva tinha parado e decidi tomar um café, entrei no bar antigo de teto alto, e paredes de mármore quase branco, escolhi a pequena mesa que eu tanto gosto e nunca acho livre do lado da grande janela.

Olhei pelo vidro ainda molhado um rio de gente indo não sei onde e tive por um instante a sensação de estar numa bolha onde o tempo tem outra densidade, desci o olhar para a pequena xícara tão cheia de si mesma que dava pena despoja-la de seu amargo elixir.

Enquanto dissolvia o cubinho de açúcar lentamente como num ritual japonês, ergui a cabeça para continuar observando a rua, mas, no momento antes de ajustar o foco, dei de cara com um reflexo que parecia me observar indiscretamente. Tinha meus olhos, mas com outro olhar. Estava ali como um turista do espírito me desarmando, tinha sido pego com a guarda baixa e não tive outra que sorrir. Me entreguei a esses olhos como aos de um amante e quis esse homem como a um filho no que durou esse instante com a frescura do alheio e a consciência do próprio, sem tempo suficiente para o juizo.

Aquela visão durou o tempo de dois latidos e subitamente a pessoa no reflexo da janela voltou a ser eu, tão cheio de mim como aquela xícara de café e o metrô de gente cansada

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

sampa charme e estranhamento.


as luzes refletidas na janela molhada pela garoa de são paulo. charme e estranhamento.


sampa charming

sampa charming

sampa charming

sampa charming

sampa charming

sampa charming

sampa charming

sampa charming

sampa charming

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sampa charming
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Descontruindo cidades






Descontruindo a cidade
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quinta-feira, 23 de abril de 2009


sobre o chão 
passa o tempo

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

e o comment virou post again ou texto sem pé (nem corpo-cabeça)

a adolescência se perpetua na cultura, somos uma cultura em plena puberdade... mil crises, conflitos, contradições e buscas de sentidos... mil erros grotescos e paixões arrebatadoras... o deslumbre e o assombro com o mundo e a história da humanidade, ou o que se vai sabendo dela...  

todo dia olho em volta pra tentar me ver. 
me assusto com isso de ter gente em toda parte e acho mesmo que não cabe mais ser humano no planeta, que uma hora vai explodir. e acho que a política é uma instituição falida assim como anda, e o pensamento consumista tomou conta das mentes, das ruas, dos edifícios...
pensamentos de vida urbana. 
quando saio de ônibus e metrô sinto que a sede e a cegueira estão impregnadas nas paredes, no ar, no barulho, na moda...

hoje entrei numa loja em promoção procurando um sapato confortável de verdade (será impossível??). dei uma olhada geral e perguntei pro atendente simpático-patético: "tem algum sapato sem salto?" ele tentou entender estranhando minha pergunta e, depois de alguns esclarescimentos, me levou até uma prateleira onde sim, haviam sapatos sem salto. olhei cada um e todos me pareceram o mesmo e todos com uma espécie de bico fino ou de ponta pequena, que claramente aperta demasiado. agradeci e comentei sutilmente me fazendo ouvir: "essa coisa de moda deixa tudo igual em todo canto..." (algo assim). e ele riu. foi bom ter visto alguma reação dele. sinal que ouviu. e se surpreendeu. ou até concorda.
saí meio triste, meio de mau humor... meio sem lugar, assim tão simples: não tem lugar pro meu pé no mundo. meu pé tem que pisar da maneira que dita o mercado e a moda. não é estranho isso?
queria um sapato não só que não apertasse mas que me ajudasse a abrir meus dedos. 
meus dedos do pé querem voar. 
isso é sério.
por umas dessas que resolvi um dia fazer dança. e agora to na peleja de retomar, pra sobreviver melhor e ficar menos triste com a humanidade. (um dia eu conto porque parei de dançar, essa é uma outra e grande história).

queria um sapato que fosse como um grande chão de madeira
e em cima o vasto ar

(esse sapato é pra usar sem meia)
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segunda-feira, 9 de março de 2009

praia na paulista

2 coletivos lançaram essa
relaxar e tomar sol na paulista
enquanto tudo passa com pressa


fui ver estar lá nessa sexta-feira
calor trânsito alegria estranhamento vespertino
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domingo, 8 de março de 2009

sampa cinza chuva minhocão



sampa cinza 
sob o minhocão
dentro do carro
chuva refresca
tráfego livre
sexta feira
16 horas

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quinta-feira, 5 de março de 2009

eu cotidiano










(tu cotidianas?)


eu cotidiano
pra me apropriar do lugar da vida
eu me espaço na cidade
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quarta-feira, 4 de março de 2009

álvares penteado


caneta esferográfica e cores digitais
Vista das mesas externas do café do CCBB... Leia mais...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

hai kai I



no pensamento. um esqueleto abandonado – arrepios ao vento. .... Bashô Leia mais...



O observador

"L'art n'était rien d'autre que la contemplation du monde pénétré par la grâce, éclairé du dedans. Révéler la présence de Dieu derrière chaque objet, telle était la fonction de l'art."
Hermann Hesse (Klein et Wagner)

Tudo é tão claro em algum lugar de nos mesmos
la onde o misterio é conciência imediata
e a mais tortuosa das ensinanças
é legera como a brisa da lagoa

é como pescar sem anzolo
como ser um com o peixe
e estar de acordo

quem compreende a mistriosa escolha
e abraça a dança do tempo
se veste da vida,
é a vida se observando. Leia mais...